Aprendizagens na banalidade

Esta é a minha reação de cada vez que vejo alguém a explicar-me as 7 lições que aprendeu a fazer algo tão banal como beber um copo de água.

Não digo que não existam aprendizagens na banalidade.
Não me interpretem mal.

(eu sei que pode haver aprendizagens na banalidade)
(e que tudo pode ser metáfora)
(ou que até um semáforo vermelho pode ensinar-nos sobre paciência.)

O que eu quero dizer é outra coisa: não quero saber disso para nada.

I just don’t give a f*ck.

- Ah, mas se não gostas, não leias. Ou então deixa de seguir.

Poderia ser uma solução, é um argumento irrefutável e factualmente válido.

O problema é que, se eu fizer isso, perco o direito sagrado de me queixar das pessoas que retiram profundas lições de vida enquanto cozem brócolos com o exaustor desligado.

E isso… isso é algo que não posso perder, eu preciso desta legitimidade moral.

E já agora, o que dizer das pessoas que se queixam de coisas que os outros fazem, que não as afetam em absolutamente nada, mas que, em vez de mudarem de canal, de feed ou de vida, preferem escrever textos inteiros sobre como isso as irrita?

Cansado desse tipo de pessoas?
São intragáveis e não há paciência para eles.

Passar bem.

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